Princípios De A.A.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS® é uma Irmandade de homens e mulheres que compartilham, entre si, suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A., não há taxas ou mensalidades, somos autossuficientes, graças às nossas próprias contribuições.

A.A. não está ligada a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apoia nem combate quaisquer causas.

Nosso propósito primordial é mantermo-nos sóbrios e ajudarmos outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

  1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
  2. Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
  3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
  4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
  5. Admitimos, perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
  6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
  7. Humildemente, rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
  8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos causados.
  9. Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.
  10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
  11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade.
  12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.
  1. Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a recuperação individual depende da unidade de A.A.
  2. Para nosso propósito de grupo, há somente uma autoridade suprema - um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência de Grupo. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não governam.
  3. O único requisito para ser membro de A.A. é o desejo de parar de beber.
  4. Cada grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros grupos ou a A.A. em seu conjunto.
  5. Cada grupo é animado por um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
  6. Nenhum Grupo de A.A. deverá jamais emprestar o nome de A.A., endossar ou financiar qualquer sociedade ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial.
  7. Todos os grupos de A.A. deverão ser totalmente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.
  8. Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.
  9. A.A., como tal, jamais deverá ser organizado; podemos, porém, criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.
  10. Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões que lhe são alheias; portanto, o nome de A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
  11. Nossa política de relações públicas baseia-se na atração em vez da promoção; precisamos sempre manter o anonimato pessoal na imprensa, rádio e filmes.
  12. O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.
  1. A responsabilidade final e a autoridade máxima pelos serviços de A.A. no mundo devem sempre caber à consciência coletiva de toda a nossa Irmandade.
  2. A Conferência de Serviços Gerais de A.A. tornou-se, para quase todos os propósitos práticos, a voz ativa e a real consciência de toda a nossa Sociedade em seus assuntos no mundo.
  3. Para assegurar liderança efetiva, devemos sempre dotar cada elemento de A.A. – a Conferência, a Junta de Serviços Gerais e suas entidades, equipes e comitês de serviços e executivos com um tradicional “Direito de Decisão”.
  4. Em todos os níveis responsáveis, devemos manter um tradicional “Direito de Participação”, permitindo um direito a voto razoavelmente proporcional à responsabilidade de cada um.
  5. Em toda a nossa estrutura deve prevalecer um “Direito de Apelação”, de forma que a opinião minoritária seja ouvida e insatisfações pessoais recebam cuidadosa consideração.
  6. A Conferência reconhece que a iniciativa principal e a responsabilidade ativa devem, na maior parte dos assuntos referentes a serviços no mundo, ser exercidas pelos custódios membros da Conferência, atuando como Junta de Serviços Gerais.
  7. A Ata de Constituição e o Estatuto da Junta de Serviços Gerais são instrumentos legais que dão aos custódios poderes para administração e condução dos assuntos de serviços no mundo. A Ata de Constituição da Conferência não é um documento legal; ela depende da tradição e dos recursos financeiros de A.A. para sua eficácia final.
  8. Os custódios são os principais planejadores e administradores das normas de procedimentos e das finanças. Eles têm a supervisão de custódia dos serviços incorporados separadamente e constantemente ativos, exercendo tal supervisão por meio de sua capacidade de eleger todos os diretores dessas entidades.
  9. Boa liderança em serviço, em todos os níveis, é indispensável para nosso futuro funcionamento e segurança. A liderança em serviço mundial, no passado exercida pelos fundadores, deve necessariamente ser assumida pelos custódios.
  10. A cada responsabilidade de serviço deve corresponder uma igual autoridade, sendo a extensão de tal autoridade bem definida.
  11. Os custódios devem sempre contar com comitês, diretores de serviços corporativos, executivos, equipes e consultores da melhor qualidade possível. Composição, qualificação, procedimentos para aceitação, direitos e obrigações sempre merecerão sérios cuidados.
  12. A Conferência observará o espírito das tradições de A.A., cuidando que nunca se torne base de riqueza ou poder perigosos; que fundos operacionais e reserva sejam seu prudente princípio financeiro; que não coloque qualquer de seus membros em posição de autoridade não qualificada sobre outros; que tome todas as decisões importantes por meio de discussão, voto e, sempre que possível, substancial unanimidade; que suas ações nunca sejam pessoalmente punitivas, nem sirvam como incitação à controvérsia pública; que nunca pratique atos governamentais, e que, tal como a Sociedade a que serve, sempre permaneça democrática em pensamento e ação.